Quando frequentamos alguma igreja – em especial as cristãs – num culto ou celebração, certamente ouvimos dizer sobre experimentar o “extraordinário de Deus em nossas vidas”. A expressão é comum, usada para tentar descrever aquilo que está por vir e que nós, frágeis humanos, não conseguimos elaborar em pensamentos, tendo em vista a soberania de Deus sobre o homem, bem como a capacidade divina de solucionar qualquer situação, problema ou demanda humana. Assim, viver o “extraordinário de Deus” seria algo capaz de promover mudanças, estabelecer novos paradigmas, cuja raridade do evento o colocaria em evidência na vida humana. Sem avançar ao campo da fé e das particularidades religiosas, debruço-me sobre o tema a fim de refletir acerca de quando, como e onde a excepcional ação de Deus aconteceria em nossas vidas. Existe tempo certo para que aconteça? Quanto tempo? Manhã de quarta-feira, três de dezembro de dois mil e vinte e cinco. O despertador estava programado para as sete e quinze; ...
Na última sexta, 15, o portal de notícias do G1 lançou matéria sobre possível caso de “criogenia”. Resumidamente, a reportagem dava conta de que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu a favor de filha que deseja enviar o corpo do pai para os EUA, a fim de que lá possa ser “congelado” e preservado a baixíssimas temperaturas até que, em momento futuro, possa ser reanimado (ou não?!), isto é, trazido novamente à vida. O embate judicial se dá face às outras duas irmãs, que querem ver o corpo do pai devidamente sepultado no cemitério de Canoas, cidade onde vivem. A filha, vitoriosa até então, já gastou aproximadamente 95 mil reais para cumprir com o que ela chama de “atendimento ao pedido de seu falecido pai” (enquanto estava vivo, claro!), que versava justamente sobre a possibilidade do congelamento. Inegavelmente, estamos vivendo “tempos modernos”! Antes de adentrar a polêmica do assunto, cabe dizer que o termo correto a ser utilizado para determinar a preservação a bai...
Peço licença pra chegar, desculpem, homens, mas hoje é sobre mulher que quero falar, é no toque do amor que eu firmo minha palavra, é no respeito dessa prosa que a história vou contar. Peço licença pra chegar, que mulher não é silêncio pra ninguém silenciar, é raiz que atravessa o tempo, é semente que insiste em brotar. Há uma mulher — sempre há — antes do nome que a vida vai dar, antes do medo bater na porta, antes do mundo querer apertar. Há uma mulher que madruga cedo, mesmo quando o corpo pede pra parar, carrega o dia nas costas e no colo, sem ninguém ver o peso que ela tem pra levar. Há uma mulher que aprende na marra que viver não é só caminhar, é segurar o céu com mãos pequenas e ainda assim continuar. Há uma mulher que quebra calada, sem fazer alarde, sem se anunciar, nos cantos da casa, no fundo da alma, onde ninguém costuma olhar. Mas há uma mulher que se levanta, e isso ninguém pode negar, tem uma força que não faz barulho, ela faz o mundo gir...
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