Ensinamentos de mãe a gente vai levando pela vida inteira, ao menos levo os que ela me trouxe – e ainda traz – apesar de alguns, vez ou outra, não fazerem tanto sentido assim para mim. Para a reflexão de hoje, vou me ater a dois conselhos – naquela época eram ordens – recebidas de mamãe, quase que diariamente, quando garotinha. Como se fosse ontem, lembro de minha mãe fazendo a seguinte orientação quando estávamos prestes a sair de casa – para passeio ou missa, ficar na casa de alguma tia – não importava o evento: “ você vestiu a calcinha certa? Olhou se não tem algum furo? ”. E a explicação vinha em seguida: “ porque se acontecer alguma coisa e tiver que te levar no médico, tem que estar com a roupa boa ”. Hoje, avaliando friamente, me pergunto se mamãe estaria aflita com um possível acidente ou com a vergonha de alguém ver a filha dela com uma calcinha furada?! De certo ela pensava em ambas as situações! Outra recomendação que não esqueço – essa faz mais sentido, inclusive...
Quando frequentamos alguma igreja – em especial as cristãs – num culto ou celebração, certamente ouvimos dizer sobre experimentar o “extraordinário de Deus em nossas vidas”. A expressão é comum, usada para tentar descrever aquilo que está por vir e que nós, frágeis humanos, não conseguimos elaborar em pensamentos, tendo em vista a soberania de Deus sobre o homem, bem como a capacidade divina de solucionar qualquer situação, problema ou demanda humana. Assim, viver o “extraordinário de Deus” seria algo capaz de promover mudanças, estabelecer novos paradigmas, cuja raridade do evento o colocaria em evidência na vida humana. Sem avançar ao campo da fé e das particularidades religiosas, debruço-me sobre o tema a fim de refletir acerca de quando, como e onde a excepcional ação de Deus aconteceria em nossas vidas. Existe tempo certo para que aconteça? Quanto tempo? Manhã de quarta-feira, três de dezembro de dois mil e vinte e cinco. O despertador estava programado para as sete e quinze; ...
"...a fome é interior; o que buscamos alimentar é o que somos." Anos atrás, deitada em minha cama, num desses domingos sem nada para fazer, rolando o feed das redes sociais, me deparei com um episódio qualquer do reality show norte-americano My 600-lb Life — no Brasil, conhecido como Quilos Mortais. Evidente que, num primeiro momento, entrei em choque ao ver a imagem de um homem extremamente gordo, imóvel sobre a cama, totalmente dependente de sua esposa, que o limpava com panos úmidos pela manhã e, em seguida, o alimentava com quantidades enormes de fritas, frango empanado e refrigerante. Infelizmente, o que me capturou foi aquela imagem. Todavia, para minha sorte, segui assistindo ao episódio — e foi assim que passei a me interessar por outros aspectos: os porquês. O programa mostrava a rotina do homem e sua jornada rumo ao bypass gástrico — uma espécie de cirurgia bariátrica que cria uma pequena bolsa no estômago e a conecta diretamente ao intestino delgado, desviando o...
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