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Asas do coração

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Amo a liberdade. Não há prisão para quem se permite voar! Saúdo os pássaros no céu; Um salve à minha ave interior. Sobre minhas asas, Não nasci com elas... Mas cresceram em mim; Nasceram de dentro... Do coração. Abro asas e sorrisos. Canto mesmo sem saber. Substituí meu nome; Agora sou sensação... Sou emoção... Sou "deixar"... sou "acontecer". Valquiria Rigon Volpato 24 de abril de 2017

Além das obviedades (análise)

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Passeando pelas redes sociais durante o feriado de Páscoa, chamou atenção a matéria abaixo. Não me atrai o óbvio; assim, prefiro observar aquilo que está nas entrelinhas... http://www.revistaforum.com.br/2017/04/12/facebook-que-quer-coibir-noticias-falsas-nao-ve-problema-em-venda-de-camiseta-com-lula-degolado/ Existe sempre um contraponto, uma outra versão, outra visão... depende de quem observa; tudo depende, também, da vista do ponto. Se me fosse permitida a opinião, diria: mártir! A imagem é violenta? Sim. Uma cabeça arrancada de seu tronco, de fato, é agressiva, contudo, por entender que nem tudo é o que parece e buscar nisso o não imediato, não habitual, percebo que, assim como na história bíblica (de João Batista), a cabeça de Lula é ofertada (injustamente?) numa camiseta (bandeja) que não é de prata, mas que, consideradas as modernidades, são quase a mesma coisa. Dizer que a imagem é incitação à violência me parece muito óbvio e as obviedades podem não traduzir t...

Esqueceram. Esqueci. Deduziram.

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Esqueceram de perguntar se eu tinha sede. Esqueceram de perguntar se eu tinha fome. Esqueceram de perguntar se eu havia dormido. Esqueceram de perguntar se eu sentia frio. Esqueceram de perguntar sobre minhas vontades. Esqueceram de perguntar se eu queria viver (a vida que prepararam para mim). Esqueceram de me perguntar... ...tanto, que esqueci de dizer. Não disse se tinha sede, fome, sono ou frio. Esqueci de dizer quais eram minhas vontades... Esqueci de dizer qual a vida que eu quis. Esqueci... e, então... Deduziram que eu tivesse sede (e tinha?). Fome (e tinha?). Sono (e tinha?). Frio (e tinha?). Deduziram que eu tivesse vontades (e tinha?). Deduziram que eu tivesse vida... (e tinha?). Esqueceram. Esqueci. Deduziram... Valquiria Rigon Volpato 11 de abril de 2017.

150 anos de emancipação política de Cachoeiro de Itapemirim - Carta de 1867

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Vila do Cachoeiro de Itapemirim – ES, 25 de março de 1867. Querido amigo, Os anos estão passando depressa, já não me recordo da última vez que estive contigo, espero que a distância em nada tenha abalado nossa amizade. Tenho novidades para contar e dividir contigo sempre foi uma de minhas grandes alegrias, bem sabes disso. Sinto que a vida está mudando por aqui... A Freguesia de São Pedro do Cachoeiro de Itapemirim agora é Vila do Cachoeiro de Itapemirim, isso significa que estamos crescendo, não é mesmo? Quem poderia imaginar que o pequenino povoado arraigado às margens do Rio Itapemirim viesse a ganhar novos contornos? Tenho refletido sobre os fatos e, apesar de não ser comum ou valorizado que uma moça se impressione com algo mais que não sejam os afazeres cotidianos, de ti jamais escondi meu interesse por assuntos políticos. Entre nós nunca houve segredos! Esta terra, recentemente descoberta, um modesto povoado crescido junto às “caxoeiras” do rio, cach...

À deriva... A sós

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Falar às claras, sem medo de retaliações, sem pensar em poréns e entretantos, sem ser julgado; apenas falar e esquecer que existe ouvinte. Falar. Ah se fosse fácil assim... São tantas voltas, acaba-se até mesmo perdendo o objetivo, não se diz a verdade por completo e, assim, vamos vivendo de meias verdades (ou quase mentiras?). E por quê? Medo de causar ao outro sentimentos menos nobres ou medo de causar em nós os mesmos pobres sentimentos? Por mais que doa a conclusão, por mais egoísta que possa parecer, não há preocupação com o outro. É balela. Cada um tem se preocupado consigo mesmo, levando a vida num mar de individualismos... nem mesmo quando se está “junto” realmente se está “junto”. O “homem do futuro”, agora, segue o caminho que julga ser melhor e, apesar de estar tão acostumado a compartilhar em suas inúmeras redes sociais, não sabe o verdeiro sentido de compartilhar em sua vida real. E continua assim, dia após dia, crendo que é companheiro, cooperati...

Sepulcros caiados

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" Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." (Mt. 23, 27) É preciso que haja indignação. Lamentável como uns e outros não reagem quando se deparam com mentiras e falsidades. Impossível não se sentir enojado com as tramas e tramoias que acabam por enredar o indivíduo e fazê-lo viver um “faz de contas” especialmente preparado, arranjado nos mínimos detalhes, com finalidades escusas e deslindes devastadores. As relações humanas têm perdido o visgo que certa vez as promoveu, que as mantinha não como as conhecemos atualmente, mas como no tempo em que ainda eram dotadas de respeito, ainda que minimamente. Perdeu-se o respeito. É trágico. Não se pode olhar cenário tão catastrófico sem que haja um abalo emocional interno, estopim de revolta e asco. Não se pode entender como normal, aceitável, tantas t...

Análise, conveniência ou desinformação?

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Anualmente, quando vejo a avaliação do Poder Legislativo cachoeirense no jornal fico decepcionada, porque, de forma lamentável, tornar-se perceptível a intenção “vexatória” que o plano de fundo da matéria traz consigo. Concordo que é preciso fazer mais, fazer melhor, elevar o nível dos debates, atentar-se ao rigoroso cumprimento das leis, fiscalizar atos do Poder Executivo, estar presente nas comunidades, NÃO como muitas vezes a população deseja - um Legislativo travestido de Executivo -, mas presença instrutora, que consiga desmistificar esse esteriótipo “desgraçado” de que vereador deve pavimentar ruas, colocar lâmpadas, patrolar estradas, construir muros, pontes, pagar contas, doar material de construção, comprar botijas de gás, limpar ruas, colocar placas, dar dinheiro para comprar o que quer que seja... Essas não, definitivamente, não são funções do Poder Legislativo. A “praga” instalada nesse conceito está no dito (sábio) da cultura empírica: “o uso do cachimbo põe a ...